Nervo espinal L3
Nervus spinalis L3
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Definição
O terceiro nervo espinal L3 é um nervo misto, contendo fibras eferentes somáticas (motoras) e aferentes somáticas (sensitivas). Origina-se da medula espinal no segmento espinal L3.
a) Raízes
Assim como os demais nervos, o nervo espinal L3 é formado pela união de duas raízes:
1. Raiz posterior (dorsal):
Essa raiz contém fibras sensitivas que conduzem sinais de estruturas periféricas (inervadas pelos ramos anterior e posterior) até a medula espinal.
Essas fibras penetram no corno cinzento dorsal da medula espinal.
2. Raiz anterior (ventral):
Essa raiz é constituída por fibras motoras originadas do corno cinzento anterior da medula espinal.
Essas fibras transmitem comandos motores aos músculos periféricos por meio do nervo espinal e de seus ramos.
b) Nervo espinal misto e ramos
No nível do forame intervertebral, as raízes anterior e posterior se unem para formar o nervo espinal L3. Esse nervo misto, contendo fibras sensitivas e motoras, emerge pelo forame intervertebral entre as vértebras L3 e L4. Logo após sua emergência, o nervo se divide em dois ramos primários:
1. Ramo anterior (ventral):
Esse ramo se subdivide em divisões ventral e dorsal, que contribuem para o plexo lombar, fornecendo inervação motora e sensitiva a estruturas, principalmente dos membros inferiores.
Também estabelece conexões com o tronco simpático por meio dos ramos comunicantes cinzentos, que conduzem fibras simpáticas pós-ganglionares (os ramos comunicantes brancos estão ausentes nesse nível).
2. Ramo posterior (dorsal):
Esse ramo fornece inervação motora aos músculos profundos do dorso.
Também fornece inervação sensitiva à pele que recobre o dorso.
A. RAMO ANTERIOR DO NERVO ESPINAL L3:
O ramo anterior é a divisão maior do nervo espinal L3. Como nervo misto, conduz fibras eferentes somáticas (motoras) e aferentes somáticas (sensitivas). Após deixar a coluna vertebral, contribui de forma significativa para o plexo lombar, uma rede de nervos localizada no interior do músculo psoas maior. O ramo anterior de L3 atua em conjunto com os ramos anteriores de L1, L2, L4 e, ocasionalmente, T12 para formar esse plexo.
Principais funções e inervações
Inervação motora (fibras eferentes somáticas): |
Inervação sensitiva (fibras aferentes somáticas): |
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O ramo anterior de L3 contém fibras motoras (eferentes somáticas) que percorrem os ramos do plexo lombar para inervar numerosos músculos: 1- Ramos diretos: Músculo psoas maior (L1–L3) e músculo quadrado do lombo (T12–L4). 2- Nervo femoral (L2, L3, L4) – ramos musculares: a) Músculo ilíaco (L2, L3) b) Músculos anteriores da coxa, incluindo o músculo pectíneo (L2, L3 – inervação dupla pelos nervos femoral e obturatório), o músculo sartório (L2, L3) e o grupo do músculo quadríceps femoral (L3, L4). 3- Nervo obturatório (L2, L3, L4) – ramos musculares anteriores e posteriores: Adutores da coxa, como o músculo adutor curto (L2, L3), o músculo adutor longo (L2–L4), o músculo adutor magno (L2–L4; inervação dupla com o nervo tibial), o músculo grácil (L2, L3), o músculo pectíneo (L2, L3; inervação dupla com o nervo femoral) e o músculo obturador externo (L3, L4). |
As fibras sensitivas somáticas do ramo anterior do nervo espinal L3 se estendem até a pele por meio dos seguintes nervos: 1- Nervo cutâneo femoral lateral (L2, L3): Aferência sensitiva da pele da face anterolateral da coxa. 3- Nervo femoral (L2, L3, L4): Aferência sensitiva da face anterior da coxa, do joelho anteromedial, da face medial da perna e do pé medial. 4- Nervo obturatório (L2, L3, L4): Aferência sensitiva da pele da face medial superior da coxa. 5- Contribuições sensitivas para a articulação do quadril pelos nervos obturatório e femoral. |
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B. RAMO POSTERIOR DO NERVO ESPINAL L3:
O ramo posterior do nervo espinal L3 — de modo semelhante aos ramos posteriores dos demais nervos espinais lombares — inerva principalmente os músculos intrínsecos profundos do dorso e a pele que os recobre, desempenhando, assim, papel fundamental na estabilização e no movimento da coluna vertebral. Após o nervo espinal L3 emergir pelo forame intervertebral (entre as vértebras L3 e L4), seu ramo posterior atravessa o ligamento intertransversário e o músculo intertransversário sobrejacente, ramificando-se em ramos lateral e medial:
Ramo lateral: |
Ramo medial: |
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Ramos musculares: O ramo lateral fornece inervação motora aos componentes músculo longuíssimo e músculo íliocostal dos músculos eretores da espinha. Ramos cutâneos: O ramo lateral torna-se cutâneo após perfurar a margem lateral do músculo íliocostal do lombo e a aponeurose do músculo latíssimo do dorso. Em seguida, fornece inervação sensitiva à pele glútea acima da crista ilíaca. Esses ramos cutâneos terminais dos ramos laterais dos ramos posteriores dos nervos L1, L2 e L3 são também conhecidos como nervos cluniais. |
O ramo medial cruza a junção do processo articular superior e do processo transverso da vértebra L4, curvando-se medialmente para fornecer: Ramos articulares: Suprem as articulações intervertebrais facetárias (zigoapofisárias). Ramos musculares: O ramo medial desce ao longo da lâmina, profundamente ao músculo multífido, inervando-o a partir de sua face mais profunda. Ramo interespinhoso: Origina-se do ramo medial na lâmina, percorrendo medialmente entre os fascículos do músculo multífido para inervar os músculos interespinhosos e o ligamento. |
C. ESTRUTURAS ADICIONAIS ASSOCIADAS AO NERVO ESPINAL L3:
a) Nervo meníngeo recorrente (ramo meníngeo):
O nervo meníngeo recorrente (ou ramo meníngeo) origina-se do nervo espinal L3 ou de um de seus ramos. Esse pequeno nervo reingressa no canal vertebral pelo forame intervertebral e fornece inervação sensitiva a:
As meninges (coberturas protetoras da medula espinal),
O ânulo fibroso dos discos intervertebrais,
Os corpos vertebrais e o periósteo,
Os vasos sanguíneos adjacentes.
b) Conexões simpáticas:
Por meio dos ramos comunicantes cinzentos, o nervo espinal L3 conecta-se ao tronco simpático, permitindo que as fibras simpáticas pós-ganglionares alcancem alvos periféricos, como as glândulas sudoríparas e os vasos sanguíneos.
Referências
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