Sulcos interlobares
Sulci interlobares
Definição
Os sulcos interlobares, ou fissuras, servem para delinear e distinguir os principais lobos de cérebro, segregando-os efetivamente uns dos outros. Um sulco importante, denominado sulco central, situa-se aproximadamente no meio da face lateral do hemisfério cerebral. Ele desce e avança em direção anterior a partir da margem superior do hemisfério, localizada próximo à fissura longitudinal do cérebro, ligeiramente atrás de seu ponto médio. O sulco central atua como limite, separando o lobo frontal, situado na parte anterior, do lobo parietal, posicionado na parte posterior.
Outro sulco interlobar é o sulco lateral, que se origina na base do encéfalo e se estende lateralmente entre o lobo frontal e os lobos temporais. Ao atingir a face lateral do hemisfério cerebral, continua em direção posterior e superior, formando uma linha divisória entre os lobos parietal e temporal. Por fim, culmina sendo circundado pelo giro supramarginal.
O sulco parieto-occipital é um sulco interlobar adicional de grande importância, predominantemente visível na face medial do encéfalo. Nessa localização, separa o lobo occipital, situado na parte posterior, da região do pré-cúneo do lobo parietal, situada na parte anterior. Na face superolateral do encéfalo, existe uma linha imaginária que conecta essa reentrância do sulco parieto-occipital à incisura pré-occipital ao longo da margem inferior. A área posterior a essa linha constitui o lobo occipital.
O lobo límbico, um lobo funcional do córtex, é composto pelo giro do cíngulo e pelo giro parahipocampal. À medida que se estende ao redor do corpo caloso e alcança a parte medial do lobo temporal como giro parahipocampal, diversos sulcos interlobares o separam do restante do córtex. Por exemplo, o sulco caloso serve como limite entre o giro do cíngulo e o corpo caloso subjacente, enquanto, superiormente, o sulco do cíngulo o separa do giro frontal medial, do lóbulo paracentral e do pré-cúneo. Inferiormente, os sulcos colateral e rinal estabelecem uma divisão entre o giro parahipocampal e o unco em relação ao giro occipitotemporal situado lateralmente.
Em essência, os sulcos interlobares desempenham um papel fundamental na demarcação dos limites dos lobos de cérebro, possibilitando a separação e a organização das distintas regiões encefálicas.
Referências
Snell, R.S. (2010). ‘Chapter 7: The cerebrum’, in Clinical Neuroanatomy. (7th ed.) Philadelphia: Wolters Kluwer Health/Lippincott Williams & Wilkins, pp.257-263.